domingo, 26 de setembro de 2010

A confiança fator fundamental em vendas



Um dos fatores essenciais para a venda está na confiança entre vendedor e comprador. Toda boa relação é necessária haver a confiança. Isto não foge a regra quando o assunto é vendas.

A venda é uma intermediação entre comprador e vendedor. Portanto, é através do vendedor que o comprador tem um conhecimento da empresa a qual quer lhe vender produtos ou oferecer serviços, ou seja, quando um vendedor inspira confiança, certamente o comprador tem maior tranqüilidade em fazer negócios passando a dar credibilidade a empresa.

Outro fator de suma importância numa relação comercial é que além do profissionalismo que deve existir do vendedor é fundamental criar-se um laço de amizade com o comprador. Não uma amizade interesseira, pois isto é facilmente detectada pelo comprador, mas uma amizade verdadeira, pois é a partir dela que se constrói um clima de confiança onde haverá sempre a credibilidade do comprador em relação ao vendedor.

Em suam, o maior patrimônio do vendedor é sua clientela, portanto, ela deve ser cuidada com respeito, ética, carinho e atenção. Certamente, quando se tem uma carteira boa de clientes estes acabam servindo de referencias para novas representações, bem como permite ao vendedor manter-se na profissão mesmo que mude de representadas.

Ataíde Lemos

Em breve lançamento do livro Profi$$ao Vendedor

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Venda é uma conseqüência



A venda é conseqüência de um bom relacionamento entre comprador e vendedor. Conseqüência que depende de vários fatores como: confiança, credibilidade, interatividade, respeito, pontualidade, amizade, etc. Enfim, é o comprador sentir que aquela pessoa (vendedor) que esteja lhe oferecendo um produto ou serviço não está empurrando algo, mas sim lhe proporcionando satisfação.

É comum nas primeiras visitas não ocorrerem fechamentos de pedidos, pois normalmente o comprador quer conhecer melhor a empresa, o vendedor e seu retardo nas compras é proposital, sendo uma maneira de testar tanto a empresa quanto o vendedor. No entanto, a continuidade das visitas colabora para que o vendedor também passe a conhecer melhor o comprador e como conseqüência das visitas construir um elo de amizade para que assim ele adapte a linguagem do comprador.

A venda também é uma conseqüência de programação de trabalho. Muitas vezes a falta de programação, de metas, de visitas pontuais leva ao fracasso e ao desanimo. O vendedor é aquele que nunca desiste e que vê as dificuldades como desafios a serem e conquistados.

Outro fator importante é que a venda, em muitos casos está na observação de pequenos detalhes que nem sempre é percebida pelo comprador. O bom vendedor é aquele que capta as necessidades do cliente, que conhece o seu produto e confia nele e consegue passar esta credibilidade ao comprador.

Ataíde Lemos

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Atributos para a profissão de vendedor



Muitos ao se verem desempregados acabam optando em pegar uma pasta, um catalogo e sair por ai se dizendo vendedor. Porém com o passar dos dias, os “nãos” costumeiros, o custo de locomoção, alimentos, etc os levam a desestimular e procurar um outro emprego de carteira assinada, ou seja, buscam uma estabilidade. Infelizmente, este tipo de situação é rotineiro vermos ocorrer rotineiramente nesta profissão. Muitas vezes as pessoas iludidas por verem certos vendedores crescerem financeiramente acreditam ser fácil a profissão de vendas.

Outro fator que levam as pessoas a ingressarem é que a profissão de vendas é uma das mais procurada e isto se torna atrativo para esta área, porém pela falta de preparo, conhecimentos das dificuldades muitos acabam sendo iludidos pelos seus sonhos.

Pois bem, para se atuar na profissão de vendas são necessários alguns requisitos fundamentais como, por exemplo, perseverança, carisma, entusiasmo, disciplina, organização, e sobretudo motivação permanente. Nesta profissão é preciso estar apto a lidar com rejeições e ter argumentos claros e convincentes. É preciso aprender a lidar com pressões, ter raciocínio rápido, ser observador a tudo sua volta. Outra qualidade fundamental é ser descontraído, mas jamais sistemático, no entanto, transmitir confiança ao comprador. Em suma, esta profissão exige varias qualidades que se chega a dizer que venda é um Dom, pois um vendedor já possui tais qualidades natas e que vão sendo aperfeiçoadas por meio de treinamentos, cursos, estudos, etc.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Estratégias Utilizadas no Ramo Atacadistas de Alimentos


As empresas são sempre inovadoras, criativas e estratégicas visando vencer as barreiras das concorrências quando elas surgem. Conversando com representante de uma grande empresa no ramo atacadista de gêneros alimentícios ele me expunha algumas estratégias utilizadas por sua empresa e que me levou a escrever este artigo.

Pois bem, o que podemos observar na área alimentícia, em relação aos grandes atacadistas, é uma estratégia de atrair clientes tornando-os seus fieis compradores e para isto, algumas vêm inovando como por exemplo, criar Redes, ou seja, procuram atrair grandes e médios supermercados constituindo associações, proporcionando a elas preços diferenciados de produtos como também oferecendo bônus em dinheiro os quais são depositados diretamente nas contas daqueles associados que atingem metas em compras, itens ou mix de produtos. O interessante é que as bonificações são repassadas pelas industrias. Em suma, por meio de grandes negociações a industria repassa diretamente aos associados os descontos e bonificações adquiridos pelo Atacadista proprietário da Rede. Além de tais bonificações das industrias as donas das Redes, ainda oferecem aos seus associados algumas outras vantagens como material de divulgação, folhetos, premiações etc. – é preciso dizer que toda esta vantagem é paga direta ou indiretamente pelas industrias.

Esta estratégia usada por estes atacadistas donos de Redes, torna-se interessante para o associado (supermercado), pois através de tais vantagens mesmo que outros concorrentes (atacadistas) tenham preços melhores todas estas vantagens acabam sendo contabilizadas como vantagens, no momento de analisar o custo final do produto a ser comprado. Enfim, a prioridade das compras acaba sendo da proprietária da Rede, que mantém um funcionário (vendedor) em tempo integral em seus associados para tirar pedidos e como consultor do cliente.

Por sua vez, outros grandes Atacados têm inovado, ou seja, estão fazendo negociações com as industria para atuarem como seus distribuidores. As industrias delimitam regiões e a empresa atacadista cria uma nova empresa e passa representá-la com preços semelhantes aos praticados pela industria.

Ainda há os atacadistas que mantém a estratégia tradicional que é, através de grandes negociações com as industrias repassarem todas vantagens recebidas como descontos, bonificações aos seus clientes em forma de preços atraentes.

No entanto, o que podemos observar é que não há milagre, isto é, para que as industria cubram o alto desconto repassado as empresas atacadistas além das distribuidoras atua nas médias e pequenas empresas através de representações.

Em suma, a concorrência é o fator essencial para a criatividade, para o surgimento de novas estratégias, em síntese, para a inovação que precisa acontecer no mercado.

Ataíde Lemos

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Custo do Sucesso


Se o sucesso não tivesse um custo, todo mundo seria um sucesso. Se as conquistas não tivessem um custo, todos seríamos conquistadores. Se a felicidade não exigisse dedicação, ela perderia o sentido.

Temos a tendência de pensar em grandes conquistas levando em conta apenas o resultado final. Mas geralmente isso é só uma gota. A conquista mesmo está no fazer, no esforço, na dedicação, no custo exigido.

Ter uma vida de sucessos não significa acumular troféus e prêmios, mas sim estar disposto a comprometer-se com o custo que esse sucesso exige.

Ser um sucesso exige esforço, dedicação, disciplina, foco, paixão, e muitas outras qualidades que não podem ser guardadas num armazém – mas que devem ser exercitadas em todos os momentos.

No preço que você paga está o valor que você procura.

Ralph Marston

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Motivação



Um dos fatores essenciais para que alguém trabalhe com prazer e busque atingir metas cada vez maiores é a motivação, ou seja, é sentir-se prazer na profissão a qual atua.

Em termos de vendas a motivação surge de varias maneiras; ela ocorre, por exemplos, por preços competitivos. Certamente, quando um representante tem preços competitivos, na medida em que ele obtém êxito nas vendas se sente mais estimulado a vender mais. Quem atua, na área de vendas de gêneros alimentícios na área de distribuição e atacado compreende bem o que significa preços competitivos. Evidentemente não é possível ter competitividade em todos produtos, porém, em determinados produtos são fundamentais para motivar o comprador adquirir interesse em abrir pedidos, pois a extensão da venda é conseqüência de um inicio e da habilidade do vendedor.

A motivação também ocorre no prazer de vender aquilo que gosta. Sempre digo que; uma boa venda inicia-se numa boa compra. Isto é, um vendedor quando compra psicologicamente uma idéia ou um produto sua persuasão com o cliente produz energia positiva levando conquistar vendas, por seu entusiasmo contagiar clientes.

Outra motivação fundamental que colabora para o sucesso nas vendas é o relacionamento entre representada e vendedor. Sem duvida esta motivação é um dos pontos fundamentais para o sucesso entre ambos. O Ser humano gosta de se sentir útil, gosta de elogios e, principalmente sentir-se valorizado por parte de outrem, nada mais atraente para um profissional em vendas que sentir-se parceiro da empresa a qual representa. Certamente, a motivação entre vendedor e representada está no pagamento em dia, está na premiação quando ocorrem coberturas de cotas e metas. A motivação está na maneira de persuasão nos diálogos entre gerentes, supervisores e vendedores. Também está nas representadas proporcionar encontros sejam eles sociais ou de formação do vendedor. Por fim, está na inversão da palavra “Ter” por “Se”.

Enfim, a eficiência, o sucesso está relacionado ao prazer no desempenho profissional e certamente, a profissão de vendas faz parte deste contexto, ou seja, a motivação é um fator essencial para que ocorra prazer nas vendas e para o crescimento empresarial.

Ataíde Lemos

O Brasil vive uma anomalia

Quando se fala em mundo econômico não há como ignorar a ação do Estado no mercado, agindo como sócio, porém sua participação é apenas para fazer retiradas e exigir dele obrigações sociais que são de sua ( Estado) responsabilidade



A função do Estado é criar, administrar políticas econômicas, sociais, educacionais, de segurança, cultural, saúde, etc. e também regulamentar por meio de Leis visando equacionar as necessidades contemporâneas que ocorrem através das exigências do tempo e os anseios de sua população. Em suma, a função do Estado é promover a qualidade de vida da sua sociedade.

O Estado como instituição não é para produzir riquezas através de empresas, até porque, já está provado por diversos exemplos que ele é um mau gestor quando atua como empresário. No entanto, ele é o maior sócio de todas as atividades econômicas e de serviços, pois a sociedade de um modo geral, seja por meio do 2º Setor (empresariado) seja através da sociedade civil de todas as classes sociais pagam em impostos, tributos, contribuições, etc. Um terço do que produz de todo o PIB (Produto Interno Bruto) vão para os cofres públicos.

Pois bem, ainda é preciso dizer que muito dos serviços que, em tese, são obrigações do Estado são compartilhados entre o 2º Setor e o 3º Setor – as organizações não governamentais. Isto é, além do Estado embolsar 1/3 da riqueza da sociedade, ela (sociedade) ainda é obrigada a compartilhar as obrigações que são inerentes dele (Estado).

Por exemplo, a sociedade paga em impostos o direito a transitar em boas rodovias, mas precisa pagar para iniciativa privada pedágios, e por conseguinte, o Estado recolhe impostos destas concessionárias. Da mesma maneira acontece na Saúde, Educação, Segurança e em todos os outros serviços essenciais. Existem inúmeras leis que obrigam empresas promoverem seus empregados oferecendo-lhes serviços sociais e no da área saúde entre outros, serviços estes que deveriam ser exclusivas obrigações do Estado como devolução dos impostos arrecadados.

A sociedade paga para ter direitos a Saúde, a Cultura, etc, mas precisa se organizar em Ongs para que os pobres possam ser atendidos na saúde, educação e assistência social. Para promover cultura e fazer projetos que visam a conscientizar a sociedade sobre o meio ambiente, etc. a sociedade é obrigada a se unir e buscar patrocínios, apoio e recursos no 2º setor, já que do Estado pouco se consegue.

Portanto, ao analisarmos este quadro a conclusão que se chega é que o Estado é um grande parasita que se alimenta da sociedade e ainda a impede de crescer, pois cada vez mais através dos impostos sangra as empresas e explora a sociedade através deixando-a para que ele se engorde e cada vez mais seja dominador.

Na verdade, dizer que o Brasil é um País capitalista é uma grande mentira, pois com o tamanho do Estado existente e da maneira como ele suga a sociedade vivemos uma anomalia em nosso sistema de organização estrutural de Estado.

Em suma, a dois caminhos que a sociedade brasileira precisa tomar; um deles é ser um País socialista, onde o Estado assuma tudo e destrua a Nação como vem ocorrendo na Venezuela e a outra é a sociedade através da escolha de bons parlamentares criar-se Leis que diminua a influência do Estado na sociedade ou obrigue-o a assumir suas verdadeira funções.

Ataíde Lemos

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Criatividade e estratégia fundamentos para permanência no mercado II


Certa vez assisti uma palestra sobre vendas, cujo tema proposto foi criatividade e estratégia em vendas. Palestra esta ministrada por um filosofo, o qual usou de alguns dados estatísticos para falar sobre o interesse de grandes empresas na busca de pessoas criativas. Para abordar o tema estratégia usou os pensamentos de Maquiavel.

Certamente é por meio da criatividade que se lança no mercado novas marcas. É também por ela que muitas empresas conseguem aumentar seu leque de clientes e o percentual de faturamento e produtos em seus pontos já estabelecidos. Enfim, a pessoa criativa é capaz de proporcionar o diferencial da empresa a qual trabalha.

A criatividade é nata, porém ela precisa ter liberdade para criar como também ser provocada, estimulada recebendo apoio e confiança por parte dos dirigentes ou proprietários das empresas.

Um fator importante é que, não basta ter criatividade, mas ela precisa ser colocada em pratica, muitas vezes gerando custos, e isto levam algumas empresas não se abrirem a novos projetos, pois muitos deles, preferem não correr riscos de inovar, continuando na mesmice. Certamente estas posições deixam muitos produtos ou serviços desatualizados, abrindo assim perda de mercado.

A criatividade precisa existir na elaboração de produtos desde a produção a sua roupagem. Deve haver no marketing, na logística, bem como haver criatividade para estimular a equipe de vendas. Enfim, a criatividade é fundamental em todo seguimento da empresa

Pois bem, como a criatividade é fundamental, ser estrategista é necessário. Nós enquanto seres humanos estamos numa competição constante, em alguns momentos ela é velada já noutras é explicita No mercado, por exemplo, a competição é explicita; e porque não dizer, é uma guerra onde o mais estrategista e criativo sobressair.

Vejamos como exemplo a área de supermercados: os proprietários guerreiam contra seus concorrentes direto. O empresário buscando atingir mais espaços e conquistar mais clientes oferece mais qualidade, preços mais baixos, etc., para isto, pressiona seus fornecedores para obter melhores preços, e prazos usando de todas as estratégias possíveis, por conseguinte, os fornecedores brigam entre si para conquistar seus espaços no mercado procurando superar seus concorrentes e atender as exigências dos clientes. Enfim, em toda esta dinâmica de “guerra” somente pode ser vencida por empresas que investem em estratégias e na criatividade de seus funcionários e de seus parceiros.

Ataíde Lemos

terça-feira, 31 de agosto de 2010

História da Venda-Direta

História

Os profissionais que trabalham com Vendas-Diretas são parte de uma antiga tradição que se originou da necessidade básica dos homens de intercambiar bens e de se comunicar. Os catálogos e ordens de vendas estavam à séculos de distância destes vendedores, que confiaram em seus instintos e sentidos comuns para conseguir ganhar a vida a través das vendas.
O vendedor estabeleceu relações com seus vizinhos, viajou extensivamente, a pesar das barreiras geográficas. O desenvolvimento e o uso de caminhos e rotas marítimas para a atividade comercial foi um ponto decisivo na história das vendas-diretas.
 
No início, o homem se viu preso por barreiras geográficas tais como montanhas e colinas, ou, pela mineração do entorno de suas cidades, o que dificultou bastante os movimentos comerciais. No princípio, durante um período de tempo chamado de "pré-histórico", o comércio seguiu suas rotas naturalmente definidas.
Assim, os comerciantes desenvolveram suas rotas mais acessíveis para facilitar as viagens por terra. O comércio das vendas-diretas começou, por caminhos estreitos. Inclusive antes do advento do transporte movido a rodas, os primeiros vendedores não temeram em fazer suas trocas por cerâmicas, armas de pedras, instrumentos, produtos agrícolas e matérias-primas com povos de outras terras.
 
As primeiras civilizações, como Egito, Síria, Babilônia e Índia, já estavam inseridas no comércio. O marfim e o ébano eram trocados por cerâmica e pelos navios de pedras. 
Na Grécia, o comercio de caravanas, que conectou o mundo grego à Ásia, prosperou notavelmente. Foram intercambiados artigos diários, instrumentos domésticos, utensílios de cozinha de metal e roupas. Os mercados eram lugares de encontro para os clientes e vendedores-diretos. Com freqüência, o vendedor-direto usou o mercado como um de seus pontos de partida para continuar suas viagens até os diferentes povos.
Anatólia, atualmente Turquia, era uma área onde os vendedores-diretos que viajavam a cavalo, vendiam roupas a pessoas que encontravam no caminho. O preço de compra era, em geral, mais alto que nos centros de vendas, devido à distância e aos perigos da expedição.
Os primeiros vendedores-diretos usaram das oportunidades para comercializar seus bens viajando. As feiras, principalmente àquelas ligadas à festas religiosas, levavam os vendedores-diretos a encontrar-se com grandes conglomerados de pessoas, e principalmente com exércitos. Estes últimos então, faziam as compras de todo e qualquer tipo de materiais que precisassem dos vendedores-diretos.
Com certeza, a atividade dos vendedores-diretos esteve influenciada pelas culturas onde surgiu. No ano 2.000 a.C., o código de Hammurabi, um monumento da lei babilônica, protegia o bem-estar geral e a integridade do vendedor-direto, que, de acordo com o código, era chamado de "ambulante". O código declarava que o "ambulante" faria um juramento a Deus caso qualquer inimigo atravessasse o seu caminho durante suas viagens. O código também instituía que o comerciante "ambulante" deveria ser compensado. O comércio por terra, ainda que dificultado pelos caminhos precários, continuou crescendo após o nascimento de Cristo.
No século V d.C., Atenas esteve envolvida num grande projeto de vendas-diretas. Muitos produtores que vendiam de forma de "vendas-diretas" (sem intermediários), continuaram vendendo seus bens desta maneira, apesar da crescente demográfica que trouxe também uma nova e maior classe de cidadão de baixo poder aquisitivo. O vendedor do século V vendia suas mercadorias na estrada, ou exposto em tendas. Outros viajavam de lugar a lugar seguindo a marcha dos Exércitos. Visitavam grandes festivais e também feiras, e realizavam suas vendas de povoados em povoados.
O século X marcou o princípio da expansão econômica mundial. Como cresceram as oportunidades cresceram, também cresceu as oportunidades para os vendedores-diretos. O comerciante do leste europeu, por exemplo, durante a idade média, teve um papel importante em perpetuar o comércio durante a Revolução Comercial entre os séculos X e XIII. Foi quem testou o progresso das construções e das rotas daquele tempo. Na França, o vendedor-direto contribuiu com o crescimento do comércio levando as novidades das grades cidades para as menores. Muitas das cidades francesas que mais prosperaram foram aquelas que tiveram a oportunidade de comprar cintos de lã, seda, chapéus e anéis de cobre.
Nos séculos XVIII e XIX os emigrantes começaram a infiltrar-se nos territórios da América do Norte e muitos se tornaram vendedores-diretos. Como seus precursores, estes vendedores começaram suas viagens sobre caminhos naturalmente marcados.
Os artigos de venda dos homens da América do Norte consistiam em agulhas, ganchos, tesouras, pequenos objetos metálicos e perfumes. O vendedor-direto levava seus bens sobre suas costas em sacos e sacolas. As vezes utilizava carroças. Viajava por terras, rios e lagos, conectando-se por canais. Assim, a venda-direta nos Estados Unidos se diversificou desde  as fronteiras do oeste até o território do Canadá.
Cada cultura compartilha sua herança sobre as vendas-diretas. O vendedor-direto da África tropical caminhou pelos caminhos das cidades e povoados carregando suas mercadorias. Alguns iam de bicicleta.  Os colporteurs da França vendiam de forma direta flores a seus clientes, e já no século XIV usavam formulários e pedidos. O vendedor-direto da China vendia, comprava e intercambiava aquilo que as pessoas sempre precisavam.
Os ciganos europeus praticavam seu comércio nativo de venda-direta quando emigraram para as Américas. Levaram as tradições das vendas-diretas da Inglaterra, Escócia, Irlanda, Alemanha e Hungria, apenas fazendo alguns ajustes.
A tradição de vendas continuou prosperando até o final do século XIX e início do XX. O advento das comemorações, feiras e festas familiares da década de 50 agregou uma nova dimensão às vendas-diretas, ao juntar os clientes em casa para ver demonstrações de produtos e socializar com os amigos. A venda-direta ofereceu oportunidades a muitos que antes encontravam barreiras devido à idade, educação ou sexo. O crescimento da indústria permitiu a muitos prosperar mesmo sem enxergar uma grande oportunidade concreta, mas, acreditar nas vendas-diretas e no mercado de influência.
 
Hoje, no início do século XXI, o cliente ainda se beneficia de um modo pessoal e conveniente pela aquisição de produtos. A internet se transformou numa ferramenta importante para as vendas-diretas,essencialmente, dando a cada vendedor-direto uma clientela a nível global. Os vendedores-diretos têm a possibilidade de usar a internet para melhorar sua qualidade de vida, alcançar seus objetivos, facilitar o contato social e vender os produtos que eles gostam.

Fonte: Direct Selling Association
Tradução e adaptação: Vilmar Rodrigues de Oliveira Junior

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Criatividade e estratégia fundamentos para permanência no mercado



O mercado é semelhante uma guerra onde os mais preparados, os mais criativos e aqueles que procuram as melhores estratégias de combate são os vencedores. Não pode haver nem bonzinhos e nem tolos, mas sim, guerreiros que a todo o momento estão atentos para os novos desafios, bem como, sempre mudando suas táticas de atuação.

A criatividade e capacidade de adaptação deve ser uma constante às novas exigências do consumidor e as novas tendências do mercado. Os consumidores são cada vez mais exigentes seja na busca da qualidade como estão cautelosas as informações dos rótulos dos produtos e atentos aos preços.

Muito embora a marca de um produto ainda tenha grande peso na hora da compra, as novas tecnologias têm proporcionado a maioria das empresas equiparação nos parâmetros de qualidade entre uma e outra marca. Um dos exemplos clássicos que podemos observar está no produto arroz. No passado, era fácil detectar as diferenças brutais na qualidade entre uma marca famosa e outra, porém hoje ao deparar com um arroz de preço mais baixo e outro mais elevado as diferenças são pequenas em termos de aparência e qualidade e isto se deve às novas tecnologias utilizadas tanto pelas beneficiadoras de arroz como também na qualidade das sementes plantadas. Este é apenas um exemplo, mas que podem ser observados em vários outros produtos agrícolas como açúcar, óleo, feijão, etc.

Enfim, nesta guerra do mercado àqueles que não acompanham a velocidade das mudanças mercadologias, tecnológicas se adaptando a ela. Aqueles que não buscam encontrar um diferencial entre seus concorrentes acabam sendo engolidos pelo mercado.


Ataíde Lemos


Leis do Mercado


Quero arriscar umas palavras sobre economia, não como um profissional acadêmico na área, mas como alguém que há 20 anos é profissional liberal como representante comercial.

O mercado econômico tem suas leis próprias que seguem vários critérios a lei da oferta e da procura, por exemplo, quanto mais produtos há no mercado seu preço tende a ser menor, como também menos produto mais elevado o preço.

Outra lei do mercado está relacionada à fidelidade dos parceiros comerciais, isto é, quanto melhor o relacionamento entre cliente e fornecedor, maior uma interação. Isto é algo relevante, pois, quando há falta de determinados produtos certamente os fornecedores dão preferência a estes clientes.

Como representante comercial observo o comportamento do mercado; quando há excesso de produção os fornecedores fazem promoções, aumentam prazos, dão brindes e bonificações, etc. enfim, fazem qualquer negocio. Porém, quando há falta eles somem, os prazos caem, as vendas tornam-se limitadas e de certa maneira são atendidos os clientes preferenciais.

Uma das leis do mercado também esta relacionado na busca e diversidades de clientes, isto é, se numa determinada área não há lucro ou o comercio está restringido, o mercado vai atrás de outros pólos, regiões. É preciso frisar também mercado usa de varias estratégias quando determinados produtos estão sem margens de comercialização como a diversificação de produtos. No caso dos produtos agropecuários o diminuo do plantio. É impossível, produzir produtos, serviços sem margem de lucro. A economia não é assistencialista, nem é filantrópica, pelo contrário, é para produzir bens e riquezas tanto para o país quanto para os empresários.

As leis de mercados são universais, isto é, são idênticas tanto para pequenas empresas, num país, quanto mundial, pois seu intuito é aumento de arrecadação financeira, de volume de produtos com um objetivo final, aumentar o patrimônio individual dos empresários ou grupos empresariais. Para um país quanto mais forte, diversificada e intensa a economia maior a arrecadação de impostos podendo assim, proporcionar a nação melhor qualidade de vida. Enfim, tudo gira em torno da economia.

É comum ouvirmos pessoas dizerem; se os produtos internos aumentarem de preço se recorre à importação forçando a baixa, este comentário muitas vezes é dito por pessoas leigas que não entendem como funciona a economia, isto é, as leis de mercado. A maioria dos economistas diz que o dólar está super valorizado e isto tem atrapalhado a economia.

Todo produto tem um custo de produção. Este custo está relacionado às políticas econômicas de cada país. Quanto maior as taxas, os impostos, falta de estrutura operacional maior o custo final. Como também existem as concorrências entre países, muitas vezes o preço praticado por determinado país acaba eliminando a competição e por conseguinte desestimula a produção. No caso do Brasil, por exemplo, ele produz em real, e vende em dólar, quando o dólar está desvalorizado internamente as exportações dão prejuízos, sendo assim, diminuem significadamente as vendas externas. O mercado foi feito para dar lucros, se não der, não há mercado.

Segundo ponto; todo produto tem um preço que obedece às leis da oferta e da procura. O custo do dólar é estabelecido por cada país, isto é, o dólar tem um valor segundo políticas específicas, exemplificando: Se no mercado internacional a tonelada de arroz custa U$300,00 independe o valor da moeda no país ele custa U$300,00. Com o dólar valorizado os empresários precisam comprar mais dólar para obter o produto lá fora no exterior. Sendo assim, mesmo que aparentemente o dólar represente valor baixo é fictício, pois haverá necessidade de mais reais para comprar mais dólar e assim adquirir o produto.

Finalizando, é importante entendermos que a política econômica é complexa, o discurso que se tiver caro aqui a gente importa é falso, porque vai depender das leis de mercado, da produção internacional e do interesse comercial entre os paises. Neste sentido é justificável quando os empresários queixam da alta valorização do dólar, porque é um valor paradoxal, de um lado inibe as exportações e por outro lado deixa o comercio brasileiro vulnerável no mercado internacional. Cria-se uma inflação em determinados produtos camuflada, e ainda deixa o país na dependência das oscilações externas. Temos um exemplo clássico que é o trigo, dias atrás mereceu destaque na imprensa, teve uma alta considerável no preço porque a Argentina, nossa maior parceira diminuiu sua produção e ainda resolveu exportar para outros países que pagavam melhor.

Ataíde Lemos

Revisão constante da estratégia e criatividade





            Num mercado cada vez mais competitivo, se faz necessário um vendedor mais preparado, qualificado e atuante. Nos vários seguimentos econômicos há inúmeras empresas e produtos buscando conquistarem seus espaços. Empresas que investem na qualidade, criatividade e em estratégias para conquistar clientes. Da mesma maneira é fundamental que o profissional em vendas invista em si mesmo usando da criatividade e estratégias para que através de persuasões e dinamismo consiga superar os desafios da concorrência mantendo-se no mercado.

O profissional em vendas possui características natas como, por exemplo, a criatividade, a persuasão, o entusiasmo para lidar com as adversidades e os “nãos”, tão comum na profissão. No entanto, em muitos casos, com o passar do tempo e a estabilidade nas vendas em relação à concorrência de determinados produtos o vendedor se acomoda, perdendo assim a habilidade em vencer os desafios quando eles surgem. Neste sentido é fundamental constantemente o vendedor reciclar seus comportamentos, suas atitudes fazendo um inventario de si mesmo para que possa revisar e aparar as arestas que vão bloqueando o seu desempenho. Pois se assim não fizer ao  surgirem  dificuldades normalmente ocorre o cansado físico e mental e, por conseguinte, há o desestimulo por muitas vezes se esforçar muito, porem atingindo menos o objetivo devido estar trabalhando de forma errada. 

Ataíde Lemos  

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Importância do Vendedor




















O vendedor na engrenagem da economia, atua direta ou indiretamente, como ponte de ligação entre a produção e a distribuição de produtos ou serviços, até o consumidor final.

A profissão de vendedor é uma das mais antigas da história, no entanto, nunca foi vista com bons olhos pelos comerciantes, como ainda até hoje, não é valorizada por sua importância na economia, como deveria ser.

Na verdade, há um conceito ou preconceito de que o vendedor é uma pessoa malandra, enroladora e que através de sua conversa (lábia), pretende enganar o cliente ou a empresa a qual representa. Certamente a repulsa que sempre ocorre num primeiro momento da abordagem é inconsciente, mas está retratando esta cultura negativa construída ao longo de séculos sobre a imagem do vendedor.

Aqueles que atuam na área comercial como vendedores, conhecem bem o que digo; é comum na primeira apresentação de uma venda, o comerciante já ter uma resposta pronta, “não”, ou ter um olhar desconfiado. Nem mesmo espera o vendedor abrir a pasta ou iniciar o diálogo da venda, para o comerciante já ir dizendo: “hoje não preciso de nada”. Esta atitude é uma expressão de um mecanismo de defesa inconsciente, usado pelo comerciante, para se prevenir contra o ataque do vendedor que deseja lhe empurrar algo.

O vendedor por ser um elo, uma ponte entre a empresa a qual trabalha e o cliente, torna-se um pára-raio; tudo cai sobre ele, isto é, tanto a pressão do cliente como a da empresa a qual representa. Muitas vezes o cliente não tem o mínimo de contato com a empresa, sendo assim, é o vendedor quem acaba recebendo as reclamações do cliente, referentes à empresa, com relação as falhas de entrega, de cobrança, etc. Isto também ocorre no sentido contrário. Por ser este “pára-raio”, o vendedor sofre uma grande carga emocional, que o leva muitas vezes a um estresse, causando como efeito, doenças físicas e psicológicas que acabam refletindo em seu rendimento profissional.

No entanto, quando a empresa passa a valorizar o vendedor e descobre nele um real e potencial parceiro comercial, percebendo sua verdadeira importância neste seguimento econômico, dando-lhe suporte profissional e humano, ela se torna a maior beneficiada desta parceria, pois o vendedor é alguém muito informado sobre as tendências e exigências do mercado. É o vendedor quem está em contato com todas as empresas congêneres por se manter em relação direta com seus concorrentes (vendedores), como também com seus clientes, pois estes, são seus maiores informantes. É importante ressaltar, que comumente, o vendedor é o confidente de seus clientes e através desta amizade construída, tem conhecimento pleno do marketing, dos preços, enfim, da evolução mercadológica de seus concorrentes, como também, sua atuação neste campo, lhe dá um quatro real das dificuldades do produto ou do ramo de atividade comercial a qual representa. Portanto, empresas que são inteligentes e procuram ouvir mais seus representantes (vendedores), valorizando-os e capacitando-os, sem usarem dessa pedagogia muito utilizada - que é a do terror, como por exemplo intimidação e ameaças, acabam conseguindo obter mais êxito, não só aumentando suas vendas, como atualizando seu mix de produtos e também melhorando a assistência aos seus clientes.

Ataíde Lemos

Revisora:
Vera Lucia Cardoso