quarta-feira, 20 de junho de 2012

Para ser um bom vendedor





Para ser um bom vendedor


      Meu primeiro trabalho com vendas externas foi com livros porta a porta. Já possuía uma grande experiência como balconista em loja de confecções, porém, a venda externa é mais complexa. Na venda interna o cliente vai até o vendedor, no caso da externa é o vendedor é quem vai ao cliente. Ou seja, na venda interna já há uma predisposição do cliente para comprar e na externa isto não ocorre, ainda que muitas vezes, o comprador necessite do produto. Há ofertas tanto de produtos similares como concorrência da mesma marca. Ainda existe a concorrência entre os próprios profissionais de vendas, isto é, quanto mais habilidoso um colega, mais se exige habilidade para efetuar uma venda.

     Cada segmento de vendas tem suas especificidade e exigem abordagens diferentes. Há segmentos em que se exige menos do vendedor, ou seja, necessita conhecimento do produto; regularidade de visita; conferencia de estoques, etc. Embora, o profissional precise usar de varias técnicas de vendas, porém, são vendas mais simples, por isto, que muitos acabam qualificando tais vendedores como tiradores de pedidos. Embora, tirador de pedido é uma coisa e vendedor é outra, mas pela facilidade da introdução e por apenas exigir regularidade do vendedor, normalmente, as vendas são simples de serem efetuadas, sem a necessidade de muito esforço.

     Porém, há determinados tipos de vendas que exigem muita técnica do vendedor, com por exemplo, a introdução de uma nova marca no mercado; produtos que o comprador possui vários concorrentes, porém, a compra se dá apenas de uma empresa. Marcas de produtos onde o cliente possui vários concorrentes. Vendas no segmento de publicidade, haja vista que ela ainda é vista por muitos como despesas e não lucro. Vendas de produtos considerados supérfluos. Venda de livros, enfim, há uma gama infinita de produtos e serviços que exige qualidade e muita habilidade do vendedor. 

     Mas, voltando ao inicio do artigo, meu primeiro trabalho com vendas externas foi com livros, este segmento me ajudou muito no aprendizado com vendas externas, pois além de ir até o cliente que muitas vezes, nem habito a leitura possuía e infelizmente ainda não tem, me exigia certa habilidade para quebrar a resistência do cliente e me atender e então, poder fazer minha abordagem.

     Não era simples efetuar vendas, mas me dava muita oportunidade de conhecer as  objeções e assim, a cada novo cliente me encontrar mais preparado para aborda-lo e colocar em pratica como também apurar minhas técnicas de vendas. Ao final, conseguia cobrir minhas metas. Certamente, este primeiro emprego me ajudou muito nos próximos seguintes pois, pelo grau de dificuldades encontradas e superadas, nos empregos seguintes me encontrava mais habilitado para a profissão. 

     Em suma, ao relatar meu primeiro emprego (vendas de livros), o objetivo foi registrar que, ainda que muitas vezes, procuramos vender produtos ou serviços mais fáceis de efetuarem pedidos, são naqueles que exigem maiores graus de dificuldades que nos ensinam e nos capacitam nas vendas. 

Ataíde Lemos
Escritor poeta

domingo, 17 de junho de 2012

A pratica e o prazer pela profissão fazem o vendedor




A pratica e o prazer pela profissão fazem o vendedor

     Quando alguém possui qualidade e característica por uma determinada profissão, a pratica acaba tornando-se uma grande escola, onde o aprendizado é mais rápido; o interesse flui automaticamente e por fim, há uma vontade interior em se aperfeiçoar sempre.

     Era adolescente (14 anos), o meu primeiro emprego foi numa loja de calçados e confecções. Era comercio de pequeno porte, onde trabalhavam o patrão e mais 2 funcionários. Nunca havia trabalhado no comercio, mas logo ao iniciar me senti muito bem em atuar com o público.

     Meu empregador possuía muito conhecimento na área de vendas e exigia dos seus funcionários (vendedores) bons atendimentos aos clientes. Enfim, ele era um bom vendedor e por, conseguinte, um excelente professor, pois nos  ensinava, mas ao mesmo tempo determinava resultados.

     Como ainda eu era bem jovem e nunca havia trabalhado como vendedor, sempre estava a observar como meu patrão e os outros vendedores abordavam os clientes e procurava aprender com eles.

     Normalmente, o cliente entrava na loja, aproximava da vitrine do produto que estava interessado, ou seja, ficava olhando a vitrine de vestuários ou calçados. Então, o primeiro passo fundamental era cumprimenta-los com um sorriso agradável e observar o interesse do cliente, a partir de então, convidava-o a conhecer outros modelos de vestuários ou calçados, mas sempre o respeitando e tomando cuidado para não me tornar aquele vendedor chato.

     A partir das observações do ciente respondia suas duvidas como também, acrescentava mais informações inerentes ao produto desejado, sempre no intuído de despertar o interesse pela compra. Muitas vezes, uma observação, um pequeno comentário pode ser um detalhe importante para efetuar uma venda.

     Outras vezes, o cliente vinha até a loja para efetuar pagamentos, e logo em seguida, procurava saber se o cliente não estava precisando de algum outro produto. Aproveitava para falar e caso o cliente interessasse, mostrava as novidades como novos calçados, vestuários, etc. Enfim, a partir da reação do cliente fazia minha abordagem de vendas.

     Algo que sempre procurei melhorar e aprimorar foi à qualidade do atendimento, ou seja, sempre sorrindo, alegre e criando um clima hospitaleiro e de cordialidade com o cliente, pois, sabia que agindo assim, conquistaria o carinho, respeito e sempre que o cliente viesse à loja gostaria de ser atendido por mim. Tinha em mente que à medida que conquistava confiança e carinho dos clientes, certamente, estaria com meu emprego garantido como também aumentando meu salário, já que era comissionado.

     Um outro detalhe que observava muito era como os representantes abordavam meu patrão, isto é, ficava atendo de como eles conversavam e assim, aprendia algumas técnicas de vendas, pois meu patrão era um excelente comprador, estava afinado com a moda, sendo assim, exigia dos representantes muita habilidade para vender.


     Enfim, foram mais de 8 anos trabalhando nesta empresa e isto me deu uma grande base para atuar em vendas, haja vista que procurei sempre aprender e colocar em pratica nesta profissão a qual atuo até hoje.



Ataíde Lemos
Escritor e poeta 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Vendedor



Vendedor

            Já ouvi de muitos as seguintes frases: “vender é muito difícil” ou “se fosse vendedor morreria de fome”. Porém, se analisarmos bem, todos somos vendedores, ainda que não tenhamos ciência disto. Muitas vezes, ligamos a palavra vendas a dinheiro, mas, quantas vezes, vendemos idéias quando estamos num grupo discutindo alguns temas? Quando lideramos algum movimento em nossa comunidade ou mesmo quando fazemos parte de alguma instituição? Ou seja, de alguma maneira sempre estamos vendendo ou estamos comprando algo de alguém.

Para atuar na área de vendas não é preciso ser um expert, mas sim ser uma pessoa que almeja ser vencedora. Ser comunicativo, desinibido. Ser alguém que não encare as dificuldades como um fim, mas como desafios e a possibilidade de aprender com ele. Para ser um vendedor também é necessário que tenha um espírito guerreiro. Ser persistente, arrojado e principalmente, seguir regras de organização como planejamentos e constâncias nas visitas, ser perseverante. Ter conhecimento do produto ou serviço que propõe a vender e ter metas e objetivos bem traçados.

Quando iniciei nas vendas, o que mais procurava fazer era observar os meus colegas vendedores. Ficava atento em suas técnicas de vendas, em seus argumentos. Observava como eles se comportavam diante dos clientes e procura aplicar em minha pratica diária, não imita-los, mas adequar o que via para minha personalidade, então fui criando meu estilo próprio para vender.

Certa vez, lendo um livro, ele me ajudou muito refletir sobre vendas e entre tantas informações contidas nele, algo que me chamou atenção foi quando o autor diz que o vendedor precisa traçar planos a curto, médio e em longo prazo. Mas, não bastam objetivos sem ação, ou seja, é preciso que o vendedor delineie metas e procure cumpri-las no máximo possíveis. Certamente, ainda  que não consiga realiza-los, chegará bem próximos deles.

Li este e vários outros livros, ou seja, é importante que se busque ler livros sobre vendas para obter informações, aprender mais técnicas de abordagem. Através da leitura tive oportunidade de saber como estava me comportando na profissão. Muitas leituras me ajudavam fazer autocríticas, como também, perceber que estava no caminho correto. Certamente,a literatura contribui muito para a formação do vendedor

Um outro fator fundamental para atuar na área de vendas é ser honesto. Alguém que transmita confiança e segurança para o comprador. Evidentemente, estas características fazem parte da personalidade do individuo; fazem parte do caráter. O vendedor precisa conquistar o comprador e, agir corretamente com ele é fundamental para adquirir confiança

            Enfim, como exposto acima, não é difícil atuar na profissão de vendas, basta ter um perfil de pessoa agradável, ser alguém que procure conhecer a profissão e a partir disto atuar com seriedade, responsabilidade. Vontade e a organização somada ao trabalho diário no campo, vão delineando e formando o vendedor no seu dia a dia. A cada venda uma nova disposição em vender mais.



          Ataíde Lemos
           Escritor e poeta

Frases




          O bom vendedor é aquele que acredita em si, tem certeza em seu potencial, no entanto, não é orgulhoso, ou seja, está sempre buscando aprender. 


Ataíde Lemos 
Escritor e poeta

O bom atendimento do vendedor induz a compra





 O  bom atendimento do vendedor é um diferencial entre comprar ou não.

Certa vez, pretendia comprar uma TV LED, porém, ainda estava fazendo uma pesquisa de mercado, quando ao passar perto de uma loja de eletrodoméstico, um aparelho me chamou atenção. Ao entrar, logo um vendedor veio me atender

- Bom dia, em que posso ajudar? Ele me perguntou.

- Bom dia . Respondi e continuei: só estou dando uma olhada.

Então, o vendedor me respondeu, se caso precisasse de mais algumas informações era só chamá-lo, e foi logo se afastando.

Na TV a venda um cartaz constava varias informações como o tamanho do aparelho, o preço, condições de pagamentos, etc. Depois de analisar todos os detalhes agradeci e sai.

Um pouco mais adiante, vi um aparelho de TV LED em outra loja e também me interessei por ele, resolvi entrar para ver melhor os detalhes. Antes mesmo de aproximar da TV, um vendedor com um sorriso no olhar aproximou e foi logo dizendo:

Bom dia, como vai, tudo bem? em que posso servi-lo?

- Bom dia, respondi - estou apenas dando uma olhada. Aproximei do aparelho a venda. Então, ele  foi dizendo:

- Esta TV de LED tem 40 polegadas... começou a explanar todas as funções que ela possuía e ainda me convidou a ver outros aparelhos. Entre várias outras TVs que me mostrou, uma delas me chamou atenção por ter algumas polegadas a mais e um preço convidativo como também facilidades no pagamento.

A abordagem do vendedor, deixou-me bem à vontade e então, fiz algumas perguntas. Logo ele percebeu que havia despertado em mim o interesse por aquela TV e me disse::

- Estou vendo que o senhor se interessou por esta TV LED, de fato, estamos vendendo vários delas, pois além de ser uma TV maior que aquela que o senhor viu primeiramente, tem mais funções e a diferença no preço entre as duas é pequena. Aproveite a oportunidade e compre, pois, temos poucas unidades  em estoque.

O vendedor ligou o aparelho, comentou sobre a resolução; sobre economia de energia e através do controle remoto mostrou algumas funções.

Pensei um pouco, tirei mais algumas duvidas e decidi efetuar a compra. Então, dei um sorriso e disse a ele:

- Vou ficar com a TV, você me convenceu. Em seguida, o vendedor fez anotações em seu bloco de notas, me perguntou se havia mais algumas dúvidas para serem sanadas e me acompanhou em todo o processo da compra.

Ao terminar ele me cumprimentou, tirou do bolso um cartão de visitas e me disse:

- Tenha um bom dia e muito obrigado, quando desejar comprar algum eletrodoméstico, estou a sua inteira disposição. Dizendo isto, me deu seu cartão.

    Sai da loja alegre, pois realizei meu sonho de consumo e também por sentir-me muito bem atendido. Para vários amigos recomendei aquele vendedor.


Ataíde Lemos
Escritor e poeta

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O que o vendedor precisa para manter-se motivado




O que o vendedor precisa para manter-se motivado

Às vezes, motivar uma equipe de vendas ou mesmo um vendedor, é tão simples, gasta pouca energia e poucos recursos financeiros. Basta olhar para este profissional e ter uma visão positiva sobre ele. Basta mudar o foco do olhar e passar a enxerga-lo como um parceiro importante para sua empresa. Enxerga-lo como alguém que, como você, procura realizar os sonhos de consumo, independência financeira, bem estar social e econômico. Alguém que tem ambição e deseja cada vez mais, melhorar seus rendimentos. Basta enxerga-lo como um ser humano que possui qualidades que você busca e precisa para o crescimento de sua empresa.

Um vendedor é como uma galinha dos ovos de ouro, deve ser sempre cuidado com respeito. É necessário que o mantenha em constante formação. Basta não deixa-lo de motiva, incentivando com palavras de respeito, de cordialidade. Incentiva-lo através de premiações ao atingir metas, positivações, etc.,  porém, não humilha-lo quando o mesmo não é obtido. Vendas englobam vários quesitos como políticas comerciais, logísticas, economia local, regional; concorrência e tantas outras situações que agem como fatores negativos determinantes para que vendedor não consiga manter suas vendas ou cobrir as metas.

O vendedor é um profissional especial, pois ele possui qualidades que são inerentes a sua personalidade, ou seja são características pessoais. São pessoas comunicativas, observadores, criativas, estrategistas, positivas. São pessoas que possuem visão de vendas, de técnicas de vendas. Muitas vezes, o que as empresas precisam é lapida-los, incentiva-los, motiva-los, pois o perfil deste profissional está intrínseco em sua personalidade.  

Durante, meus mais de 20 anos de vendas, já presenciei inúmeros casos de bons vendedores insatisfeito com empresa, devido à falta de valorização. Já presenciei inúmeros bons vendedores que davam retornos financeiros para suas representadas, mas que acabaram sendo desmotivados e tornaram-se os maiores concorrentes das mesmas, e muitas vezes,  os fatos que levaram estas empresas perderem estes bons vendedores foram suas políticas terroristas as quais aplicavam neles. 

É preciso que empresas entendam que venda é uma profissão estressante, ou seja, ainda que muitos vendedores atinjam bons rendimentos, esta profissão não deixa provocar estresse neste profissional. As exigências do mercado, as concorrências, as necessidades de cobrir metas, positivações, fatores pessoais, enfim, há inúmeras circunstâncias que afetam emocionalmente este profissional, no entanto, apenas o respeito que sua representada lhe demonstre, é o suficiente para que o mantenha motivado. Este respeito, está na maneira como ele é tratado, isto é,  com dignidade e como parceiro importante para a empresa.

Em suma, uma empresa que procura ver sua equipe de vendas como parceiros, como profissionais e mantenha uma política de motivação para com estes, certamente, consegue: primeiro; manter um bom relacionamento com os vendedores; segundo, profissionais contentes e competentes e por, consequencia, aumento nas vendas; quarto, manutenção no quadro da equipe; quinto, o vendedor é a cara da empresa, ou seja, vendedor motivado é também empresa respeitada; sexto, ambiente bom de trabalho, enfim, poderíamos ainda citar vários outros benefícios para as empresas que valorizam seus quadros de vendedores, onde todos acabam ganhando; representada, vendedor e cliente.


Ataíde Lemos
Escritor e poeta

terça-feira, 12 de junho de 2012

Perfil e Técnicas de Vendas




Perfil e Técnicas de Vendas


            Dois fatores são distintos em vendas; um é o perfil de um vendedor outra é a técnica de vendas. Ou seja, um bom profissional em vendas é aquele que possui um perfil de vendedor e também habilidade em usar técnicas de vendas.

O perfil de um vendedor está relacionado a sua personalidade, isto é, desinibida, extrovertida. Pessoas que gostam de desafios, que são ambiciosas e que não desistem jamais, entre tantas outras características, já técnicas de vendas, são habilidades que o vendedor aprende para persuadir com o comprador. Técnicas de vendas se adquire com conhecimento, cursos, literaturas e principalmente observação.

Um vendedor de sucesso precisa antes de tudo ser alguém que procure sempre aperfeiçoar suas técnicas de vendas; precisa atuar com profissionalismo e  não ser amador. Quando me refiro a ser profissional, não quero com isto dizer que o amador não tenha colocação no mercado, pelo contrario, hoje a profissão que mais emprega é a de vendas, porém, sem responsabilidade, sem profissionalismo o vendedor não sobressai no mercado, haja vista, o grande número de concorrentes, as exigências dos compradores. Atualmente, a oferta de produtos tem sido imensamente maior que o numero de fornecedores.

Um bom vendedor é aquele que consegue captar a sensibilidade do comprador e procura conhecer o perfil de cada cliente em suas peculiaridades de mercado. Também é aquele que através da observação se adapta a personalidade do cliente e tem a percepção de quais são os benefícios que o comprador deseja ao adquirir um produto.

Muitas vezes, a venda ocorre em pequenos detalhes percebidos pelo vendedor os quais acontecem numa pergunta do comprador, numa circunstância até mesmo indiretamente num momento de abordagem.

Certa vez, estava visitando um cliente oferecendo açúcar. Meu preço estava bom, porém, estava encontrando dificuldade na venda, pois o cliente resistia em fechar o pedido , mesmo eu tendo feito uso de vários argumentos. De repente, o telefone tocou e era um outro vendedor do mesmo produto. Na conversa entre ambos, observei que o preço do concorrente estava acima do meu e ainda percebi que o vendedor insistia informando que haveria mais alta do preço.

Depois de alguns minutos o comprador desligou o telefone e voltamos a negociar a vendas. Usando de minha habilidade e também das informações que o comprador havia recebido naquele estante sobre o produto, em poucos minutos fechamos um bom pedido. Ou seja, são situações onde o vendedor precisa estar atento, porque são informações instantâneas que surgem ao seu favor, bastando apenas que saiba trabalhar com as informações recebidas. Enfim, a partir de uma circunstância momentânea, aproveitei a oportunidade para fechar uma boa venda. Ou seja, a partir de informações usei uma determinada técnica de vendas.


Naquela situação de venda tanto meu perfil de vendedor como a habilidade em usar uma técnica de vendas apropriada para o momento, a partir de uma informação extra no na hora da abordagem, agiram simultaneamente. Portanto, quando procuramos depurar as técnicas de vendas a partir do nosso perfil de vendedor, tornam-se ambos (perfil e técnica) sintomática na abordagem de uma venda.


Ataíde Lemos
Escritor e poeta

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Cliente satisfeito e o vendedor feliz




Cliente satisfeito e o vendedor feliz
           
 Um vendedor de arroz ao chegar no cliente para visita, recebe como entrada o seguinte comentário:

-         Hoje não vou querer nada. Então o vendedor responde:

-         Primeiramente, bom dia, tudo bem?

O cliente diz:

-         Bom dia, mas hoje não preciso de nada.

O vendedor argumenta:

-         Mas, por que? Fiz uma conferencia no deposito e vi que o arroz está baixo no estoque, não vai dar para encontrar com a próxima compra.

O cliente pensa um pouco e responde:

-         Vai sim; as vendas estão fracas, mas! e o preço abaixou um pouco? Ao fazer a pergunta solta um sorriso meio debochado.
-          
O vendedor também sorri e diz:

-         Somente se for na pilha de arroz e no estoque, alias subiu, os preços estão em alta, houve queda na produção, por isto, em plena safra está ocorrendo aumento.
-          
O cliente fica sério e diz:

-         Mas, é só seu arroz que subiu, pois as outras marcas estão com o mesmo preço.

O vendedor da uma pausa e logo responde:

-         Tenho consultado alguns concorrentes e notei que eles já alteram, talvez os preço que você tem deve ter sido de uns 15 atrás. Inclusive, você deve fazer algumas alterações nos preços.

O cliente desconversa e logo diz:

-         Faz o seguinte;me manda 50 fardos então.

      O vendedor faz uma proposta para o cliente:

-         Por que você não faz um pedido maior? Posso conseguir um preço melhor; melhorar o prazo. Tenho certeza que você me agradecerá, pois poderá fazer uma promoção com preços mais competitivos, além do que, o arroz está em alta e você ganhará com isto. Lembre-se muitas vezes, o segredo de um bom lucro não está na venda, mas sim na compra. Comprando bem, pode fazer um preço melhor e todos lucram, você e seus clientes.

O cliente pensou, pensou e perguntou:

-         Qual a proposta que você tem?

     O vendedor disse:

-         Se você comprar 200 fardos, posso conseguir 1,5% de desconto, melhorar mais 15 dias no prazo e ainda, parcelar em 4 pagamentos. É uma proposta boa, pois, como te disse, o arroz está em alta.

      O cliente pegou a calculadora fez algumas contas, pediu mais desconto e o vendedor respondeu:

-         Esta é a ultima proposta, melhor. Você sabe que se pudesse faria com todo prazer. Mas, pensa bem, você estará fazendo um bom negocio. Dito isto, o vendedor foi logo abrindo o pedido fazendo algumas anotações e perguntando ao cliente informações para fechar o pedido. O vendedor disse ao cliente: semana que vem, já estou te entregando a mercadoria.

     O cliente assinou o pedido, tendo certeza que fez um bom negocio e o vendedor, muito contende, por ter fechado uma boa venda, depois de algumas conversas paralelas o vendedor disse ao cliente.

-         Tenha um bom dia.

     O vendedor cumprimentou despedindo  do cliente se foi.


Ataíde Lemos
Escritor e poeta

domingo, 10 de junho de 2012

Atendimento um fator fundamental





Dois amigos comerciantes, donos de supermercados, encontram-se e logo começam a conversar:

- E ai Chico! Como andam as coisas? Faz tempo que não nos vemos! E o comercio como vai?

- Paulo tudo bem; você e a sua família, como vão, tudo bem? Pois é amigo, faz tempo que não nos encontramos. E continuou: quanto ao comercio vamos batalhando embora, as vendas andam devagar... a clientela hoje só quer preço.

- Verdade Chico, as vendas caíram bem, mas depois de alguns estudos andei mudando um pouco minha maneira de trabalhar. Hoje, tenho investido mais em atendimento do que propriamente o preço. E continuou falando: hoje os clientes estão mais exigentes. Estão exigindo qualidade de produtos, ambiente agradável e principalmente bom atendimento. 

- Mas! Paulo, o preço ainda é fundamental, você não pensa assim? Disse Chico.

Paulo respondeu

- Sim Chico, preço ainda é um item muito importante, mas pensa comigo: hoje todos comerciantes têm condições de competitividade em termos de preço, vejamos nosso caso: somente compramos por cotação, ainda que não tenhamos um grande comercio, somos associados e isto nos dá poder de compra. Sendo assim amigo, todos os comerciantes, de certa forma, acabam tendo preços competitivos, mas atendimento, este é um diferencial, pois, cada comerciante pode além de oferecer um bom atendimento no geral, também personalizar, ou seja, ter algo a mais no atendimento de agradar o cliente.

- Paulo sabe que não havia pensado nisto! Realmente, hoje preço já não é um fator tão importante, não porque os clientes não procuram preços, mas porque nós todos temos condição de sermos competitivos, mas a questão do atendimento este é um diferencial, pois muitos clientes ao entrar num supermercado gostam de serem bem atendidos.

- De fato Chico, todo cliente quer encontrar os produtos com facilidade; gostam de ambientes limpos, higiênico; atendentes alegres dos funcionários, clima de cordialidade, caixas ágeis, além claro, de preços bons. Outra coisa que também os clientes gostam é de promoções, isto é, ao fazer suas compras terem sempre alguns brindes para que possam concorrer. Sabe quando comecei a perceber isto? Continuou: quando passei a me colocar no lugar do cliente e me fazer perguntas. Em qual supermercado me sentiria bem para fazer minhas compras? Como gostaria de ser recebido? Então, fiz uma pesquisa nos meus concorrentes. Foi a partir destes questionamentos, dos pontos fracos dos meus concorrentes que adequei meu comercio, e isto, tem me proporcionado condições de manter uma boa clientela, apesar das dificuldades que nós todos conhecemos.

- É Paulo, preciso também fazer algumas mudanças em relação aos meus clientes, sempre trabalhei mais com o preço para atraí-los, mas tenho percebido que mesmo tendo bons preços, tenho encontrado muitas dificuldades em mantê-los. Infelizmente, tenho pecado muito no requisito de atendimento. E continuou: foi muito bom este nosso encontro e esta nossa conversa, pois você me ajudou a enxergar coisas que não estava percebendo. O cliente é a parte fundamental para o comércio, sendo assim, precisamos dar muita atenção a ele.

- Ok Chico. Bem amigo preciso ir, mas foi um grande prazer ter te encontrado por aqui. Vamos combinar reunir a família qualquer dias destes e aproveitamos para assar uma carne. Tenha um bom dia.


E assim os dois amigos comerciantes num abraço se despediram.


Ataíde Lemos

sábado, 9 de junho de 2012

Paciência e observação são fatores essenciais em vendas



Paciência e observação são fatores essenciais em vendas

Um grupo de vendedores, reúne-se para uma confraternização no final de anos. Ali se encontram vários colegas da área de alimentos: são representantes de industrias, representantes de atacados. Enfim, aquele é momento especial onde todos jogam muita conversa fora regadas de cervejas e carnes assada. De repente, um colega do segmento de atacado pergunta ao outro do mesmo ramo:

- E ai João tudo bem? Diz-me uma coisa; como você consegue vender tão bem? A empresa que você trabalha tem os melhores preços, que não deixa nada para nós?


- Que nada amigo, a empresa que trabalho é igual a sua, tem preços em alguns produtos, outra não. Enfim, atacado é tudo igual, sempre tem aqueles produtos tope de linha para abrir pedido, mas no geral é semelhante a todas.

- Sei! Mas, então como você consegue vender tão bem, tirar bons pedidos? Pergunta seu colega.


- Roberto! O segredo está em dois pontos fundamentais: o primeiro é paciência e o segundo é observação.E continuou.  Ao entrar num cliente esqueço que tenho mais outros 10 para visitar naquele dia. Ou seja, procuro dar todo meu foco atenção possível naquele cliente, sem me importar com o tempo em que vou ficar lá. O segundo ponto, como te disse, é a observação; antes de abordar o cliente faço uma visita no supermercado, observo as gôndolas, os preços, enfim, procuro ter um olhar clinico e assim, quando estiver fazendo minha abordagem junto ao comprador, cito os produtos que o imagino estar precisando. É muito comum, o comprador lembrar de algo que esteja faltando e então fazer a compra. Em muitos casos, o cliente possa estar em falta de produto, devido meus concorrentes não terem na listagem de vendas, ou mesmo, produtos que foram cotados e comprados, porém não foram entregues.

       João então diz:

- Sabe que você tem razão! Muitas vezes, na pressa em visitar todos os clientes, nós vendedores atendemos rapidamente e deixamos de oferecer produtos. É muito comum, na correria, deixarmos de oferecer produtos, inclusive, aqueles que estamos com preço bom.

- Sim João muitos vendedores pecam devido à pressa e como te disse; a pressa faz com que agimos incorretamente nas vendas deixando de observar detalhes. Para nós vendedores os detalhes são determinantes nas vendas. E continuou. Muitas vezes, o cliente está precisando de produtos e não está tão preocupado com o preço, pois não adianta comprar com preço menor, porem não receber. E ainda continuou. Paciência e observação são fundamentais como te falei, mas, um outro fator muito importante é a visita, isto é, não existe venda perdida, antes da visita. Muitos vendedores, perdem vendas por acreditar que tal cliente não vai comprar. Este é um outro grave erro de muitos de nossos colegas.

- Mais uma vez tenho que concordar com você Roberto, eu mesmo, muitas vezes, perco vendas por deixar de visitar clientes. Na correria acabo deixando alguns clientes sem visitas, mas de agora em diante vou me ater mais nestes detalhes.
          
      Pedro então olhou para o João e mudando de assunto disse:


- Amigo hoje você me deu uma aula de vendas, para compensar vamos lá tomar mais uma cerveja e comer um pedaço de carne assada.


Ataíde Lemos
Escritor e poeta


Vender exige paciência




Vender exige paciência

Os vendedores  Pedro e Marcos, encontraram-se numa lanchonete e entre tantas conversas um pergunta ao outro:

–- Pedro, você visita o Paulo do supermercado Bom Preço, na cidade de Jacutinga?

Marcos responde

–- Visito sim. Então, Pedro comenta:

–- Não sei como você consegue atende-lo; ele dá uma canseira todas as vezes que o visito, perco um tempo enorme. Além do mais, só reclama do preço, nunca está bom, sempre meu preço está mais caro que o do outro.

Depois de uns segundos Marcos fala:

–- Verdade, ele demora a atender nós vendedores, passa por nós e nem cumprimenta e só reclama do preço. Mas, pelo que você está dizendo, não é somente com você que ele age assim, faz isto com todos os vendedores. Então, é o jeito dele e não vai mudar.

Novamente Pedro diz:

–- Estou quase deixando de atende-lo, pois, todas às vezes ao sair de lá, saio estressado. Ainda o visito, porque é um cliente que compra bem e minha empresa exige relatórios de visitas e como  é um cliente que tem um poder bom de compra tenho que atende-lo 

 Após ouvir Pedro atentamente, Marcos volta a falar:

–- Você tem razão, ele é um cliente que compra bem, embora, seja difícil. Mas, pensando bem! esta é nossa profissão, qual profissão que não tem seus espinhos? Não tem suas dificuldade? Cada cliente, tem seu jeito de ser e nós como vendedores precisamos adaptar-nos a eles, afinal de contas, nós precisamos vender e mesmo às vezes, ficando bastante tempo, ou ouvindo seus lamentos e reclamações no final, saímos de lá com uma boa comissão no bolso. Lembra-se amigo, é o cliente que faz nosso salário. E continuou. Em nossa profissão sempre encontramos dificuldades, porém, temos que encara-las como desafios, pois, se vender fosse simples, todos queriam ser vendedores. Da mesma maneira que encontramos clientes que às vezes, nos exige mais paciência, encontramos aqueles que nos exige mais habilidade, mas também há aqueles que são completamente opostos.

Finalizando Pedro, respondeu:

–- Neste ponto, você tem total razão Marcos, ele demora, é chato, mas no final, saímos de lá com um bom pedido e como você bem colocou, estas são as adversidades da profissão.

Logo após os dois amigos se despediram cada foi visitar um novo cliente.


Ataíde Lemos

Obs. Este Conto os nomes e estabelecimento comercial são fictícios, qualquer semelhança é mera coincidência 

Qualidade e preço



Qualidade e preço

Há empresas, que procuram vender preço, comercializando produtos de baixa qualidade, acreditando que assim conseguem entrar com mais facilidade no mercado, pois cada vez,  ele (mercado) tem se tornado mais competitivo e estas empresas acreditam que o preço ainda é o fator essencial para conseguir entrar nele. Já outras, apostam na qualidade, pois, da mesma forma que o mercado tem se tornado competitivo e concorrente, os consumidores estão mais exigentes, ou seja, ao mesmo tempo em que exigem preços menores também exigem qualidade do produto.

Pois bem, preço e qualidade são dois fatores fundamentais para o mercado, porém, é difícil agregar-se preço a qualidade, já que qualidade exige custo em tecnologia, em investimentos de equipamentos modernos, treinamentos de pessoal, etc. Custo estes, que oneram o preço final do produto. Porém, as empresas que optam pela qualidade precisam adequar e reavaliar suas planilhas de custos para que consigam inserir-se no mercado.

É importante ressaltar que no caso da opção pela qualidade é exigido da empresa também todo um custo de marketing, haja vista que qualidade sem marketing é inócuo, pois, para que um produto chegue as mãos do consumidor precisa vencer varias etapas deste a sua fabricação, estratégias de vendas até o consumidor final, portanto, necessita haver por trás todo um trabalho estratégico de vendas indiretas e diretas e para isto, são fundamentais estratégias e criatividades. É importante também se dizer que, em muitos casos, a inserção de um produto no mercado se dá pelo consumidor final quando o trabalho de marketing consegue atingi-lo, pois, muitas vezes, a quebra de resistência para adquirir um produto por parte do comprador se dá pela exigência do consumidor.

Voltando a questão do preço e da qualidade, algo que precisa destacar é que: todo aquele que vende preço, não tem garantias de mercado, isto é, vende até que não surja um outro concorrente mais barato,  portanto, isto o faz que suas atenções estejam sempre voltadas para trás, deixando de evoluir e acompanhar as tecnologias de aprimoramentos, pois tudo que significa melhoria na qualidade, torna-se custo.  No entanto, aquela empresa que vende qualidade, tem a garantia de mercado como tem garantia também do investimento em publicidade, investimento em marketing, pois tem confiança em seu produto. Empresas que buscam a qualidade, cada vez mais, estão preocupadas satisfazerem as exigências dos consumidores e por, conseguinte, crescem paulatinamente.

Finalizando, como foi colocado acima, a inserção de um produto e sua solidificação no mercado exige qualidade na produção e o custo de comercialização (marketing). Porém  grande parte das empresas para manterem qualidade e terem em algumas de suas marcas preços mais competitivos, opta em fabricarem produtos similares, no entanto, em algumas marcas investem tanto na qualidade como no marketing e noutras, investem apenas na qualidade, mas como diferencial para reduzirem custos, abre mão do marketing, tendo como referencial de qualidade e marketing o nome da empresa.


Ataíde Lemos 
Escritor e poeta

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Os 10 pecados capitais de um vendedor




Muitos pecados graves inviabilizam o sucesso na atividade profissional de um vendedor, entre eles apresento estes:

Os 10 pecados capitais de um vendedor:


  1. Sair tarde para o campo de trabalho;
  2. Não possuir planejamento de visitas;
  3. Falta de regularidade nas visitas;
  4. Falta de metas e objetivos
  5. Pensar que possui bola de cristal;
  6. Falta de conhecimento do produto ou serviço;
  7. Preocupação excessiva com o concorrente;
  8. Não conhecer os concorrentes diretos;
  9. Falta de paciência para o atendimento;
  10. Falta de capacitação profissional;

Ataíde Lemos

Escritor e poeta

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sábado, 21 de abril de 2012

Falta de funcionários para trabalhar domingos e feriados


     Estava assistindo o jornal regional na TV, quando uma matéria me chamou atenção ao falar sobre a falta de profissionais na área de vendas (balconistas) e também de operadores de caixas e repositores nos supermercados.

     Segundo a reportagem, há uma rotatividade destes profissionais atingindo mais de 10% ao mês, isto é, de cada 100 admitidos, 10 pedem demissão antes de completarem um mês no emprego. A matéria relatava que o grande problema destas demissões se dá pela carga horária, pois muitos acabam não sujeitando trabalhar domingos e feriados ainda que há um adicional de remunerarão nestes estes dias acima do que a Lei oferece. Algumas empresas estão cogitando fechar aos domingos e feriados para que possam sanar o problema. Realmente, este tem sido uma grande dor de cabeça para empresários que tem seus estabelecimentos abertos aos domingos e feriados, um exemplo é o segmento de supermercados. 

     Conversando com um empresário ele comentou a falta de funcionários, justamente por ter que trabalhar neste dias. Relatava-me que mesmo pagando um adicional bom, tem dificuldade em contratar.

     Pois bem, a Palavra diz que nem só de pão vive o homem, ou seja, nem só de trabalho vive uma pessoa. É fundamental que além do trabalho haja tempo para o laser; para uma vida social ativa. Haja tempo para uma vida familiar e, são nos finais de semana, feriados que muitos se reúnem para estes momentos.

      O jovem também tem suas necessidades de laser e normalmente, são nas noites de sábados que há os entretenimentos, que ocorrem as baladas e todo jovem que trabalha no domingo e nos feriados tem estas noites privadas de diversão. Por este fator, muitos acabam buscando outros empregos nas industrias e outros segmentos onde possam ter seus finais de semana para divertirem.

     Pois bem, como fazer para sanar este problema? Penso que é simples e é uma questão de lógica. Se o cidadão possui 7 dias para ir as compras, certamente, com 6 dias ele não deixará de comprar.

      O grande problema do comerciante é a ganância, ou seja, seu concorrente abre as portas no domingo, então ele também precisa abrir se não perderá vendas e assim, vai se criando um vicio; vai se criando um costume, uma cultura e que tem como consequencia ocorrer o que está acontecendo.

      Muitos podem questionar: mas há pessoas que trabalham a semana e possuem apenas os domingos ou feriados para ir as compras! Acredito que esta solução pode ser compensada na alteração do horário comercial, ou seja, as empresas podem manter o comercio mais tempo aberto, inclusive com 2 a 3 turnos de trabalho.

      Em suma, quando se estabelece o Dia do Senhor, na verdade, também se estabelecendo o dia do descanso; o dia da família e não se pode através de remuneração levar as pessoas a tornarem escravas. É fundamental, que todos possam ter um dia dedicado ao lazer, a vida social, a atividades religiosas. Certamente, isto proporciona uma melhor qualidade de vida transformando em lucro para as empresas, pois o funcionário feliz produz mais. Ataíde Lemos Escritor e poeta

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Uma profissão em extinção



Um paradoxo está assistindo na profissão de representante de vendas, ou seja, se por um lado o mercado vem se expandindo cada vez mais, necessitando de vendedores, por outro, este profissional está em extinção.

Por que esta profissão está em extinção? Pois bem, primeiramente, é preciso analisar que: o vendedor precisa ser alguém que possui aptidões para vendas. Não basta ter vontade, necessidade e pegar uma pasta e sair vendendo, pelo contrário, é necessário ser uma pessoa que possua aptidões, e estas qualidades, é inerente a pessoa e exige treinamento, conhecimento, formação, etc. Sendo assim, muitos, mesmo que precisem trabalhar por ns necessidade, quando vai para o campo não conseguem corresponderem, simplesmente, porque por não ter um vendedor dentro de si.

Outro fator que tem provocado a extinção desta profissão é a demanda de empregos formais e de estabilidade. Devido as facilidade de empregos e a melhoria nos salários, muitos que atuavam na área de vendas, estão preferindo mudar de profissão, buscando empregos que, de certa forma, dão mais garantias de estabilidade. A profissão de vendas, no geral, é uma profissão sem garantias. Muitos vendedores atuam de maneira informal, por não terem condições de regularem sua profissão. Para ser um representante há um alto custo tanto de impostos, taxas, despesas inerentes das vendas (viagens, combustível e manutenção de veiculo, internet, telefone, etc). Literalmente dizendo, a grande maioria dos vendedores estão pagando para vender, sendo assim, isto os tem feito migrarem para outras profissões estáveis, ainda que aparentemente, possa ter ganhos menores.

Ainda é preciso destacar um outro fator que tem levado a extinção desta profissão que é, o tratamento que as representadas vem dando a estes profissionais.  Empresas têm cobrado vendas, positivações, porém,  não têm oferecido nada em troca. Não basta premiar quem atinge metas, positivações, se cada vez mais, o mercado está competitivo e o vendedor não consegue atingir suas metas. Muitas empresas, na necessidade de vendas abrem negociações para que o vendedor negocie com compradores, no entanto, nestas negociações a comissão é reduzida, ou seja, a empresa vende e o vendedor perde.

É comum o discurso da necessidade de formação para melhoria na qualidade deste profissional, concordo em partes, pois é fundamental que o vendedor mantenha-se atualizado. O mercado é dinâmico e  conhecimentos novos, novas técnicas de abordagem, maior profissionalismo são fundamentais. Porém, de nada adianta formação se esta mesma, não provoca uma nova mentalidade nas empresas para que valorizem o vendedor, se o vendedor, mesmo com toda esta formação, não consegue melhorar seus rendimentos a ponto de ficar nela. Não adianta formação se as empresas exigem do vendedor sem contra-partida que o mantêm com sua auto estima elevada para produzir mais.

Estou nesta profissão mais de 25 anos, não vi uma crise tão profunda nesta área, a qual estou presenciando. Muitas empresas estão saindo do mercado, estão deixando de atuar em regiões por não conseguirem contratar vendedores. Há muito tempo, não há renovação de novos profissionais nesta área, o que observamos são vendedores mudando de empresas para obterem melhores salários, porém, segundo eles, estão trocando 6 por meia dúzia. Tenho presenciado grandes empresas com extremas dificuldades em contratar vendedores. É fundamental refletir que; como há mal informação sobre  representante, da mesma forma, ocorre com empresa. Muitos vendedores são as propagandas negativas destas empresas. Vendedores trocam informações.

Enfim, se as empresas não mudarem a dinâmica de tratamento com seus representantes. Se as empresas não mudarem suas políticas em relação aos seus quadros de representantes tende a sair do mercado. Uma das saídas que vejo para as empresas é: contratar vendedores, não como autônomos, mas como funcionários registrando-os, oferecendo remuneração fixa compatível com a função. Oferecer ajuda de custo e comissiona-lo com um percentual que possa ser um estimulador para obterem melhores rendimentos. Quando uma empresa oferece condições de vendas, de estabilidade e de boa remuneração passa a ter direito de cobranças em relação a este profissional, mas quando nada faz, ela não tem direito algum de cobrar, pelo contrário, passa a agir contra si mesma, pois libera o vendedor para ter varias outras representadas o que um suicídio para ela.

Certamente, esta é uma política que vai proporcionar um maior interesse tanto nos vendedores existente, como estimular muitos a ingressarem nesta profissão.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Qualidade de atendimento do vendedor



Certa vez, conversando com um amigo vendedor, ele me disse algo que jamais esqueci e que todos que atuam na área de vendas precisam ter em mente. Quem paga nosso salário é o cliente, da mesma forma que todo comerciante precisa ser consciente que quem lhe mantém é seu cliente. Portanto, é neste sentido que a qualidade do atendimento precisa cada vez mais ser aprimorada, procurando fazer dele o diferencial dos concorrentes.

Quando cito que, quem paga o salário do vendedor é seu cliente, evidentemente, não estou querendo afirmar que o vendedor deva trabalhar contra sua representada em favor do seu cliente, porém, ele precisa ter em mente que sua qualidade de atendimento deve ser uma máxima, sem que amanhã este cliente, sinta-se que o vendedor lhe empurrou produtos ou agiu pensando apenas em vender, ou ainda que o vendedor seja um profissional frio, que proporciona ao comprador certa antipatia, pelo contrário, que o vendedor deve alguém que traga uma energia positiva, seja cada vez mais eficiente e agradável, dê assistência de qualidade ao comprador.

O vendedor é profissional e deve agir como tal, porém, o comprador também é um profissional e tem a percepção de quando está sendo ludibriado pelo vendedor, portanto, é fundamental um profissionalismo do vendedor e isto está relacionado ao atendimento que inicia-se antes, durante e após a venda.

Um dos fatores fundamental para uma boa relação entre comprador e vendedor é a empatia, ou seja, é uma energia positiva que há e flui entre ambos. É muito comum, quando estamos numa sala de espera percebermos a relação de cordialidade e amizade entre compradores e vendedores, às vezes, deparamos até com certas intimidades entre eles. Na verdade, este relacionamento já significa metade de uma venda garantida. Ao passo que vemos também o contrário, ou seja, a simples presença de determinado vendedor observamos uma antipatia por parte do comprador, em relação a ele. Certamente, este fator já produz um efeito negativo da venda.

Portanto, o vendedor precisa apresentar uma imagem positiva e que vai de acordo com cada cliente, isto é, o vendedor precisa se adaptar as subjetividades dos clientes e não vice-versa. Por isto, é fundamental gostar do que faz e ter carisma para vendas. No entanto, é essencial que o vendedor esteja sempre atualizado no quesito atendimento, oferecendo ao cliente qualidade e todas as condições para que ele faça uma boa compra.

Ao vender para um cliente, na verdade, o comprador precisa também pensar no consumidor final, ou seja. se ele não oferece condições mercadológicas, ainda que passe pela primeira etapa da venda, isto é, vender ao comprador, não passará pela segunda etapa e mais importante que é a aceitação por parte do comprador final (consumidor). Muitas vendas são intermediarias, portanto, precisa convencer tanto o comprador quanto o consumidor e isto passa pelo processo de uma boa venda no sentido amplo da palavra, Portanto, é fundamental a importância da qualidade de atendimento antes, durante e após a venda, pois a assistência após a venda que também proporcionará ao vendedor a garantia de mais vendas.

Ataíde Lemos
Escrito e poeta

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O País da piada sem graça


Nosso País é realmente um país da piada pronta, pena que é uma piada que não tem nada de engraçada, pois não temos educação de qualidade; a saúde dispensa comentários. A insegurança é responsável pelo alto índice de violência; a pobreza e a miséria, mesmo que o governo procure esconder, sabemos que é gritante em nosso País. Sê nas grandes cidades podemos observar a falta de saneamento básico, imagina nas medias e pequenas cidade como deve ser a falta de saneamento? e por aí afora... Por fim, tudo que precisamos, se desejarmos ter uma qualidade melhor é preciso pagar duas vezes, ou seja, pagamos para o governo através dos impostos e também para as empresas privadas E quando o governo é avaliado estatisticamente possui quase 60% de aprovação. Aí a pergunta que fica é: quem são os responsáveis? Os políticos ou a sociedade como um todo?

Hoje, quem mantém este País funcionando é a classe média (empresários e população) e a classe pobre, pois são elas que pagam impostos em tudo que compram e produzem. São as taxas e os impostos de forma indireta que os governos de todas as esferas criam. É a industria da multa que tem cada vez mais se expandido em todas as atividades e profissões.

Como coloquei acima, são as classes médias e as pobres que mantém os cofres públicos abarrotados de dinheiro, para que sejam divididos grandes partes destes recursos entre amigos, por meio da corrupção. Pois os médios e pequenos empresários pagam os impostos pelos grandes empresários, grandes latifundiários e produtores agrícolas que sabem estrategicamente burlar o governo e não pagam impostos, como também muitas vezes, não pagam nem suas dividas com o Estado.

Gostaria de citar como exemplo o segmento da agricultura, porém sabemos que isto ocorre em vários outros segmentos do mercado. É comum, devido à alta produção de determinados alimentos agrícolas, alguns darem prejuízos, ou seja, muitas vezes, os preços de determinados produtos agrícolas são inferiores ao custo de produção. Porém, o que vemos ocorrer? Os grandes agricultores financiam suas lavouras e como não conseguem pagar as dividas o governo prorroga por vários anos e libera novos financiamentos e assim, ocorre consecutivamente anos e anos até que os políticos (legislativo) criam Leis anistiando estes devedores e assim, eles ganham muito dinheiro com isto, pois suas produções são a custo Zero, por não pagarem um centavo os bancos. Porém, isto não acontece com os pequenos agricultores, que muitas vezes, tem seus imóveis hipotecados e perdem tudo o que levaram anos para adquirirem.

Da mesma maneira hoje estamos assistindo acontecer no segmento empresarial, isto é, o governo criou o mecanismo Lucro Real, que privilegia as grandes redes do segmento de alimentos, higiene e limpeza. Ou seja, os grandes hiper e supermercados, indústrias não pagam impostos, pois todo seu lucro é debatido nas suas despesas, sendo que muitos criam despesas fictícias para pagarem menos impostos, enquanto que as grandes maiorias dos comerciantes pagam exorbitantes impostos. Ou seja, os pequenos comerciantes custeiam o prejuízo que o Estado tem com os grandes empresários.

Este é País que nós vivemos, porém grande parte da sociedade não conhece. Ela (sociedade) não sabe que o preço baixo que paga no alimento está relacionado a si, pois é ele quem está custeando este preço favorecendo os grandes agricultores e empresários e também, de certa forma, está crescendo o lucro das grandes redes de supermercados e das grandes industrias, enquanto, está tirando o emprego das pequenas industria e dos pequenos varejistas.

Ataíde Lemos 
Escritor e poeta

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Frases









Empresa que capacita o vendedor, mas não o valoriza é uma faculdade de vendedores, em outras palavras; forma seus próprios concorrentes.

Ataíde LemosEscritor e poeta

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

As leis do mercado econômico


     Quero arriscar algumas palavras sobre economia, não como um profissional acadêmico na área, mas como alguém que há 20 anos é profissional liberal como representante comercial. 

     O mercado econômico tem suas próprias leis próprias que seguem vários critérios; a lei da oferta e da procura, por exemplo, quanto mais produtos há, seu preço tende a ser menor e melhores condições de negociações. Contrariamente, se dá quando há mais escassez, ou seja, preços mais elevados e dificuldades de negociações como aumento de preços, redução de prazos e o desinteresse por parte do fornecedor.

     Outra lei do mercado é a fidelidade dos parceiros comerciais, ou seja, quanto melhor o relacionamento entre cliente e fornecedor. Isto é algo relevante, pois, quando há falta de determinados produtos certamente, os fornecedores dão preferência a clientes mais fieis, os quais possuem maiores relacionamentos.

     Como representante comercial, observo o comportamento do mercado. Quando há excesso produção os fornecedores fazem promoções, aumentam prazos, dão brindes e bonificações, enfim, fazem qualquer negocio. Porém, quando há escassez, os fornecedores somem, os prazos caem e as vendas, tornam-se limitadas sendo  atendidos os clientes preferenciais.

     Uma outra lei do mercado, está relacionada na busca na diversidade de clientes, isto é, se numa determinada área, região não há lucro ou o comercio está restringido, a tendência do mercado é buscar outros pólos, de regiões para que possam ampliar a área de vendas, ou seja, o mercado está em conste movimento ampliando seu território.

     O mercado, também usa de varias estratégias quando determinados produtos estão sem margens de comercialização como a diversificação de produtos, no caso dos produtos agropecuários, o diminuo do plantio, diminuição da produção, etc. É impossível, produzir produtos ou serviços sem margem de lucro. O mercado não é assistencialista, na faz filantropia, ou seja, é para produzir bens e riquezas tanto para o país quanto para os empresários.

     As leis de mercados são universais. São idênticas tanto para pequenas empresas, num país, quanto ao mercado mundial, pois seu intuito é aumento de arrecadação financeira; de volume de produtos com um objetivo final que é aumentar o patrimônio individual dos empresários ou grupos empresariais e o governo arrecadar mais. Para o país, quanto mais forte, mais diversificada e intensa for sua  economia maior será arrecadação de impostos podendo assim, proporcionar a nação melhor qualidade de vida. Enfim,Tudo gira em torno da economia. Não há riqueza, nem há distribuição de renda, sem dinheiro.

     É comum vermos as pessoas dizerem; se os produtos internos aumentarem de preço, recorre-se à importação forçando sua baixa, este comentário, muitas vezes, é dito por pessoas leigas que não entendem como funciona a economia, isto é, as leis de mercado. 


    
Muitos economistas dizem que o dólar está super valorizado e isto tem atrapalhado a economia. Todo produto tem um custo para sua produção e comercialização. Este custo está relacionado as políticas econômicas de cada país. Quanto maior as taxas, os impostos a falta de estrutura operacional e logística, maior será custo final. Como também existem concorrências entre países, muitas vezes, o preço praticado por determinado país acaba eliminando a competição e, por conseguinte, desestimula a produção. No caso do Brasil, por exemplo; ele produz em real, e vende em dólar, quando o dólar está desvalorizado internamente as exportações dão prejuízos, sendo assim, diminuem significativamente as vendas externas. O mercado foi feito para dar lucros, se não der, não há mercado. 

     Segundo ponto; todo produto tem um preço que obedece às leis da oferta e da procura. O custo do dólar é estabelecido por cada país, isto é, o dólar tem um valor segundo políticas específicas, exemplificando: Se no mercado internacional a tonelada de arroz custa U$300,00 independe o valor da moeda no país seu preço internacional é  U$300,00. Com o dólar valorizado os empresários precisam comprar mais dólares para obter o produto no exterior. Sendo assim, mesmo que aparentemente o dólar represente valor baixo é fictício haverá necessidade de mais reais para comprar mais dólares para adquirir o produto.

     Finalizando, é importante entendermos que a política econômica é complexa, o discurso de que “se o determinado produto está com o preço elevado se importa”, não é bem verdadeiro, pois vai depender das leis de mercado; da produção internacional e do interesse comercial entre os paises. Neste sentido, é justificável quando os empresários queixam da alta valorização do dólar, pois, é um valor paradoxal, de um lado inibe as exportações, por outro, deixa o comercio brasileiro vulnerável em relação ao mercado internacional. Cria-se uma inflação em determinados produtos camuflada, e ainda, deixa o país na dependência das oscilações externas. Temos um exemplo clássico que é o trigo, dias atrás mereceu destaque na imprensa por ter havido uma alta considerável no preço devido a Argentina, nossa maior parceira, diminuiu sua produção e ainda resolveu exportar para outros países que pagavam melhor
Ataíde Lemos
Escritor e poeta